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Paróquia Matriz de São Benedito - Diocese de São Miguel Paulista

PEQUENO HISTÓRICO DA CAPELA DE SANTA CRUZ

Igreja Santa Cruz - Foto recente

____A IGREJA DE SANTA CRUZ foi construída a aproximadamente 110 anos. De tijolo e barro, era uma pequena capela, e media, aproximadamente 4x4 metros quadrados. Ficou quase 5 décadas com a estrutura inalterada. Foi só no dia 05 de fevereiro do ano de 1950, com a chegada do Pe. Valter Pasmaus, pessoa franzina, mas de muita luta, toda a comunidade foi mobilizada a ampliar a pequena capela, com a construção do átrio da Igreja e do telhado. Também foi colocada na igreja uma linda pia batismal, alta e redonda, feita de cimento. De fato, a Igreja que temos hoje se deve muito ao empenho do Padre Valter e o povo daquela época. Povo assíduo que, em intenção de ajudar, formou o Apostolado da Oração. Equipe que, com muito esforço e dedicação, fez muitos eventos, tais como leilões e barraquinhas, onde toda a comunidade participava e com isso, colaborava com a construção da Comunidade Santa Cruz.
____No dia 20 de janeiro do ano de 1955 Pe. Valter Pasmaus deixou a comunidade. O povo sentiu, mas entendia que cada padre tinha sua missão, e com isso, Deus tinha outros planos para ele. Em março de 1959, o Pe. Victor Estanislau Kavolis assumiu a comunidade até dezembro de 1966. Bom padre, deu continuidade aos trabalhos da nossa comunidade. Após ele, veio o Pe. Miguel, que aproximou o povo a palavra de Deus por meio da Bíblia e iniciou, com a colaboração do Apostolado, inúmeros trabalhos pastorais. Iniciou a primeira comunhão na comunidade e sucessivamente, começaram a ser realizados também muitos casamentos, batizados e procissões. O povo mudou a forma de pensar na Igreja, mas Pe. Miguel não chegou a completar um ano na comunidade e, por motivo de força maior, teve de ir embora. Foi uma época onde começaram a vir padres em missões que iam por todas as vilas de Guaianases, mas nenhum ficava por muito tempo na região. Não demorou muito também para que eles partissem. Naquele tempo, a comunidade passou por um grande sufoco, e como se não bastasse, por falta de sacerdote, não tivemos celebrações, fazendo com que a igreja fechasse suas portas. Foi uma grande decepção para todo o povo da comunidade! Quem quisesse assistir à Santa Missa, ou tinha que ir à igreja de Itaquera ou à igreja de Ferraz de Vasconcelos.
____Mas para a surpresa de todos, em 1967 chegou em nosso bairro PE. JOSÉ MARIA LIBÓRIO CAMINO SARACHO, Dom José Maria - Antigo Pároco da Paróquia de São Benedito, hoje Bispo de Presidente Prudente que logo devolveu para a comunidade o entusiasmo e força de vontade para continuar nossa luta, e com isso também o nosso orgulho. Pe. José Maria, por sua vez, construiu atrás da igreja salas de reuniões, acima o salão e a casa paroquial, onde morou. Casa onde, além dele, ficavam todos os padres que vinham para cá. Na igreja, como não havia nada, foi então instalado o Velório, e quando não do uso para velórios, eram feitas as reuniões do A.A (Alcoólicos Anônimos). Em 1969, Pe. José Maria criou a Ação Comunitária Paroquial de Guaianases, que tinha como finalidade minorar os problemas sociais, principalmente de saúde, que haviam em nosso bairro. Funcionou em vários locais, dentre eles: Paróquia de São Benedito, Igreja Santa Cruz, Santa Quitéria e Santa Cruz da Passagem Funda. Atividades como: Catequese Infantil, Preparação para a Crisma, Preparação para o Batismo, Curso de Noivos e Encontro de Casais (E.C.C) começavam a se organizar na paróquia, mas a Capela da Igreja Santa Cruz não era usada, e sim o espaço da Igreja São Benedito. Eram feitos também programas assistenciais e de promoção como o Projeto NUPAC, o OSEN e as Creches Vicente Mateus e João XXIII, em Guaianases. Posteriormente se integrou em sua estrutura uma Comunidade Kolping. Nesse tempo, deu-se muita ênfase nos trabalhos sociais da paróquia, mas, a Igreja Santa Cruz não foi usada para nada a não ser velórios, permanececendo assim por quase 13 anos. Na Igreja Santa Cruz só funcionou a Comunidade Kolping (extinta) e a Secretaria Paroquial, que se encontra até hoje. Mais tarde, já no ano de 1979, Pe. José Maria apresentou a comunidade a Irmã Marta, que, por sua vez fez aquilo que estava ao seu alcance, mas como tinha que atender a todas comunidades existentes de Guaianases teve que se afastar. Mas como Deus escreve certo por linhas tortas foi apresentada carinhosamente mais uma religiosa disposta a colaborar com a comunidade a serviço de Deus: a Irmã Denise, que se tornou uma pessoa muito especial para todos pois, com o seu trabalho, dedicação e com ajuda de toda a comunidade formou o primeiro Grupo de Catequese da comunidade. Era um grupo de crianças de 9 a 13 anos de idade e um outro grupo de crisma. As reuniões eram feitas nas casas dos fieis. Em 6 meses, com o aumento das crianças e a falta de espaço, Pe. José achou melhor transferir a Santa Cruz as reuniões. Como foi surgindo reuniões do E.C.C. e também uma sala da catequese de adultos o padre achou melhor reabrir a Santa Cruz.
____A Reabertura da Igreja Santa Cruz se deu ano de 1980, e neste mesmo ano foram formados o Grupo de Liturgia e o Grupo de Jovens. Com a ajuda da Irmã Denise e de toda a comunidade foi feito um altar com três mesinhas, pois após treze anos, não havia mais nada na igreja a não ser algumas imagens de santos. A igreja passou a ter celebrações de segunda à sábado e mais adiante aos domingos, mas o velório ainda continuou a funcionar. Às vezes era impossível se fazer uma reunião de catequese por coincidir com o horário do velório. Para dar a catequese, os catequistas chegaram até a procurar escolas da região, por falta de espaço na própria igreja. Momento difícil. Mas, mesmo assim, em outubro de 1981 foi celebrada a 1º Missa de Primeira Comunhão e logo depois a 1ª Missa de Crisma desde que a Igreja tinha sido reaberta. Só que as crianças não ficavam na igreja e sumiam, alegando que não gostavam dos velórios e por isso se afastavam. Mesmo com o velório atormentando a comunidade, o povo comprava vários utensílios para a igreja, como Porta Bíblia, e toalha. Só que tudo era destruído, ou seja, o povo do velório não respeitava sequer os vasos de flores, fazendo suas necessidades fisiológicas sobre os mesmos. Foi o estopim para mais uma mobilização da comunidade: foi feito um Abaixo Assinado com 474 assinaturas, pedindo que se criasse um lugar para velório em Guaianases.
Dom Angélico - Antigo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, hoje Bispo de Blumenau - SC____ Este abaixo assinado foi entregue a DOM ANGÉLICO, bispo na época, e ao Pe. José Maria. Mas de nada adiantou. Passaram mais alguns padres pela nossa comunidade: em 1982 passou o Pe. Roberto, e não ficou muito tempo. Logo em seguida, a comunidade recebeu com muita alegria o abençoado Pe. Marcelo, que começou a celebrar duas missas por mês, e a pedido dele foi comprada com a ajuda de toda a comunidade uma linda cruz com Cristo que se encontra até os dias de hoje na comunidade. Em 1986, Pe. Marcelo e Irmã Denise deixaram a comunidade, ficando somente com o padre Jose Maria que, por estar muito empenhado com as atividades da paróquia, não tinha muito tempo para a comunidade. Tivemos também a presença do Diácono Carlos, que assim que chegou já foi logo fazendo reformas, arrumou o piso da igreja e com luta e vontade extinguiu o velório, a pedido da comunidade. Mas Pe. Carlos, assim que se ordenou, nos deixou também. Veio então o Pe. Paulo, que celebrou algumas missas dominicais, intercalando com o Pe. José Maria. Passado algum tempo, foi apresentado a comunidade Irmã Ana, que prestou serviço a comunidade por muitos anos. Pe. José Maria, em janeiro de 1990, deixou a comunidade, ficando em seu lugar nosso querido Padre Valdir Viana, que ajuda-nos a crescer materialmente e espiritualmente, realizando, e por fim concretizando o sonho de toda nossa comunidade.

Roger Alvarenga e Cristiano Heiderich
Fonte: Arquivo Paroquial

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